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Mike “Iron” Tyson tem fama – e proveito – de rufia, e é bem capaz
de ter sido por isso mesmo que a Codemasters lutou para adquirir os
direitos para usar o seu nome e imagem, bem como a de muitos outros
profissionais, neste seu novo título para PS2.
Ao todo, temos 20 ringues oficiais e 16
lutadores – o inevitável Mike Tyson, e outros pugilistas famosos como
Larry Holmes, Tim Witherspoon, Paolo Vidoz ou Audley Harrison – prontos
a entrar em violentos combates num dos modos de jogo existentes: one
player, two players e custom player, este último bastante interessante
na medida em que nos permite criar o nosso próprio boxeur com todos os
atributos físicos, psicológicos e tácticos.
No modo one player esperam-nos várias opções,
sendo as iniciais Exhibition Fight, Speed Boxing – onde o objectivo é
despachar o adversário o mais rápido possível desbloqueando algumas
novas técnicas de luta – e Bronze Title Belt.
Como já se devem ter apercebido, esta campanha
em direcção à conquista do cinturão de bronze é o primeiro passo de uma
carreira na mais alta roda do boxe, a que se seguirão os combates pelos
cinturões de prata, ouro e platina. Entretanto, e como que a completar
esta “carreira”, estão vários outros modos à espera de serem
desbloqueados, como por exemplo um torneio de oito jogadores.
Além disso, com a conquista de um dos cinturões
de campeão, são-nos dados pontos extra, que nos permitirão melhorar o
nosso rapaz, e dinheiro que pode ser usado para desbloquear itens como,
por exemplo, tatuagens ou calções.
As vitórias sobre novos adversários fazem com
que eles fiquem desbloqueados noutros modos de jogo ou em futuros
campeonatos, e oferecem-nos combates de desforra, uma espécie de vida
extra para que tenhamos uma segunda tentativa quando as coisas correrem
mal.
Já que falamos em combates, convém dizer que a
mistura do puro jogo de arcadas com simulador de boxe não resulta na
plenitude, pois apesar dos comandos até estarem bem distribuídos, é
bastante complicado esquivar e atacar, ou bloquear e atacar.
Isso é algo que os nossos adversários
comandados pela máquina são bem capazes de fazer, utilizando potentes
combinações de golpes. Se realmente desejarem imitar tal coisa, então
contem com horas e horas de treino, mas acima de tudo preparem-se para
ver os combates transformados numa desenfreada sucessão de socos dados
quase à toa.
O mesmo será dizer que qualquer plano táctico é
deixado de lado e substituído pelo deixa lá ver qual de nós cai
primeiro. Nem a barra de stamina, que faz com que os lutadores comecem
a ficar cansados se estiverem sempre na ofensiva, consegue evitar
tal... descontrolo!
Totalmente inoportuno é o sistema utilizado
para fazer levantar o nosso pugilista quando ele vai ao tapete.
Imaginem uma barra de energia vertical que se vai enchendo à medida que
esmagamos as teclas que nos são indicadas. É difícil não dar urros de
raiva no momento que nos pedem para esmagar o X, depois o quadrado,
depois o círculo... claro que corremos o risco de ver passar os 10
segundo e sermos vencidos de forma ridícula!
Quanto aos nossos montes de músculos, estão
bastante decentes, ou seja, não apresentam detalhes fantásticos, mas
apenas os suficientes para os reconhecermos sem dificuldade. Isso
altera-se um pouco quando os rapazes entram no ringue e se começam a
esmurrar de forma quase tresloucada, situação que acaba por colocar em
destaque o PAIN: Polymorphic And Interpolative Node.
Simplificando as coisas, trata-se de um
mecanismo que permite que as faces dos lutadores fiquem feitas em papa,
cheias de golpes, nódoas negras, sangue e suor - e quando vão ao tapete
por KO parecem mesmo chegar às lágrimas! Tudo isso em tempo real.
Não podíamos deixar de falar das babes e do
público. Elas, as meninas que sobem ao ringue para anunciar o número do
round, estão siliconadas até mais não, o que não quer dizer que o
resultado seja agradável à vista. Quanto à assistência, apesar de ter
sido brindada com movimentos repetitivos, dá um agradável sabor aos
duelos.
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